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Como a Alimentação pode Impactar na Constipação Intestinal?

A constipação intestinal é definida como dificuldade para evacuar ou a evacuação de fezes duras, de largo calibre e/ou ressecadas, que necessitam muito esforço, com frequência evacuatória de duas ou menos vezes por semana e/ou associação à dor. 

Os principais sintomas da constipação são fezes muito ressecadas, força excessiva para evacuar, inchaço e dor abdominal. 

A população feminina sofre com uma incidência quase 2x maior do que a masculina, sendo 17,4% das mulheres e apenas 9,4% dos homens acometidos pela constipação. Vale ressaltar que aproximadamente 75% das mulheres sofrem com constipação em algum período da vida no estudo feito. 

Existem alguns fatores do dia a dia e alguns medicamentos que podem acarretar na constipação. Dentre os fatores para que as mulheres sejam as que mais sofram com a constipação está a vergonha ao ir ao banheiro em locais públicos e a mudança de ambiente (fora de casa em viagens).  Dentre as classes de  medicamentos que podem acarretar na constipação tem-se: Opióides, Bloqueadores de Ca2+, Agonistas Alfa-2 Adrenérgicos, Antidepressivos Tricíclicos, Drogas Dopaminérgicas, Drogas Anticolinérgicas, Agentes Quimioterápicos e Neurolépticos. 

Vale ressaltar que, mesmo com os fatores descritos acima, foi descrito em estudo da Nature que a principal causa da constipação crônica associa-se principalmente a baixa ingestão de fibras, líquidos e o sedentarismo.

A alimentação pode ser uma das aliadas no tratamento da constipação intestinal crônica, nos alimentos principalmente integrais e in natura (frutas, vegetais, grãos integrais como arroz) é possível encontrar as fibras alimentares ( que são partes de alimentos vegetais que compõem carboidratos não digeríveis pelo organismo humano. Elas se dividem em solúveis e não solúveis). Recomenda-se para indivíduos constipados o consumo de fibra no mínimo 25 a 30g por dia.

Estudos têm sugerido que atingir a meta de fibra alimentar diária com apenas um tipo de fibra pode não adiantar, por isso, preferencialmente deve-se consumir variadas formas de fibras, como pectinas (maçã, mamão e frutas cítricas), gomas (Farelo de aveia, farinha de aveia, farelo de cevada, goma xantana) e mucilagens (psyllium, sementes).

A associação de uma alimentação rica em fibras alimentares, boa hidratação (bastante ingestão de líquidos como água) e uma rotina de exercícios físicos serão pilares necessários no tratamento da constipação.

É importante lembrar que depressão, autismo, ansiedade, TDAH também podem interferir no bom funcionamento do intestino. 

Referências:

Camilleri M, Ford AC, Mawe GM, Dinning PG, Rao SS, Chey WD, Simrén M, Lembo A, Young-Fadok TM, Chang L. Chronic constipation. Nat Rev Dis Primers. 2017 Dec 14;3:17095. doi: 10.1038/nrdp.2017.95. PMID: 29239347.

Vriesman, M.H., Koppen, I.J.N., Camilleri, M. et al. Management of functional constipation in children and adults. Nat Rev Gastroenterol Hepatol 17, 21–39 (2020). https://doi.org/10.1038/s41575-019-0222-y

Vanessa Stumpf
Vanessa Stumpf
Nutricionista Fullife (CRN: 26240/P)

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